
Pelo menos 1 em cada 7 adolescentes no mundo tem algum transtorno mental. A ansiedade e a depressão são as condições mais prevalentes, mas também há números significativos de abuso de álcool e drogas, transtornos alimentares e comportamento suicida.
Além disso, um grande contingente de jovens enfrenta um sofrimento psicossocial significativo que não chega ao nível de um diagnóstico clínico.
Esses e outros dados integram um novo estudo [1] divulgado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) que traçou um panorama da saúde dos adolescentes (entre os 10 e os 19 anos), grupo que abarca cerca de 1,3 bilhão de pessoas em todo o mundo e representa cerca de 1 em cada 6 indivíduos vivos atualmente.
O artigo, que traz uma revisão de diversos trabalhos publicados a partir de 2010, foi publicado no Journal of Adolescent Health e lançado durante uma programação especial da OMS na Cúpula do Futuro das Nações Unidas, em Nova York.
O documento indica avanços e retrocessos em vários domínios, enfatizando as condições desafiadoras enfrentadas pelos adolescentes nos dias atuais, como as mudanças climáticas, o número crescente de conflitos armados no mundo e as consequências da pandemia da covid-19.
Na parcela entre 15 a 19 anos, também houve “reduções notáveis”, segundo os autores, com queda de 22% entre os meninos e de 27% entre as meninas. Ainda assim, o estudo salienta que “as novas infecções entre as meninas permanecem quase 70% maiores do que entre meninos da mesma faixa etária”.
A projeção é de que a diminuição das infecções pelo vírus continue a acontecer na maior parte do mundo nos próximos anos.
Apesar dos avanços no combate ao HIV, outras infecções sexualmente transmissíveis (ISTs) — incluindo sífilis, clamídia, tricomoníase e herpes genital — tiveram alta entre os jovens. Se não tratadas, elas podem ter implicações graves à saúde ao longo da vida.
Nos Estados Unidos, por exemplo, das mais de 20 milhões de novas infecções sexualmente transmissíveis anuais, cerca de metade ocorre entre jovens entre 15 e 24 anos. Atualmente, cerca de 1 em cada 4 adolescentes sexualmente ativos no país tem uma IST, sendo as infecções por clamídia e papilomavírus humano (HPV) as mais comuns.
“Shannon e Klausner [2] sugerem que há várias razões para as taxas mais altas [de IST] entre os adolescentes: a maior probabilidade de terem múltiplos parceiros simultâneos, menor probabilidade de usarem preservativos em comparação com outros grupos etários, maior suscetibilidade biológica devido à imaturidade cervical e menor propensão do que os adultos a utilizar serviços de saúde”, detalha o artigo.
Fonte e artigo completo em: https://portugues.medscape.com/verartigo/6511721#vp_2