
Conforme apresentado ao público, o robô será capaz de fazer procedimentos complexos de forma minimamente invasiva. Entre os benefícios está o menor trauma cirúrgico e a redução no tempo de internações. Dentro da especialidade de cirurgia geral, a cirurgia robótica pode ser feita no reparo de hérnia ou fechamento da hérnia, na pancreatectomia, que é a retirada de porções do pâncreas, e na colecistectomia, retirada da vesícula.
O Brasil já conta com diversos centros especializados, especialmente em grandes hospitais de São Paulo, Rio Grande do Sul e Brasília. Atualmente, existem mais de 110 robôs que realizam procedimentos cirúrgicos no país. Ricardo Ayache, presidente da Cassems, considerou o equipamento como revolucionário para a prática da Medicina de Mato Grosso do Sul.
“A cirurgia robótica que antes existia apenas nos grandes centros e nos maiores hospitais do Brasil, como Albert Einstein e Sírio Libanês, agora está na Cassems. Cirurgias complexas e invasivas passam a contar com uma tecnologia de ponta para melhorar os resultados e melhorar a qualidade de vida dos nossos pacientes”, disse.
Para receber o sistema de cirurgia robótica, o hospital reformou uma sala do centro cirúrgico. Além das adequações técnicas, as equipes receberam treinamentos especializados para o manuseio da nova tecnologia.
Na urologia, por exemplo, o “Da Vinci” pode fazer prostatectomia, que é a retirada total ou de parte da próstata, ou nefrectomia, que é a retirada total ou parcial do rim. “A cirurgia robótica muda completamente o patamar da assistência aos servidores públicos e seus familiares no estado”, reforçou o médico urologista e responsável técnico pela Cirurgia Robótica do Hospital Cassems de Campo Grande, José Ricardo Silvino.
Ainda de acordo com Silvino, o objetivo final é melhorar a qualidade da recuperação de pacientes. “Vamos proporcionar uma melhor cirurgia oncológica, respeitando os princípios. Então, a expectativa é muito grande”, assegurou.
– CREDITO: CAMPO GRANDE NEWS