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1 de outubro de 2024

OMS: 1 em cada 7 adolescentes sofre com transtornos mentais

Pelo menos 1 em cada 7 adolescentes no mundo tem algum transtorno mental. A ansiedade e a depressão são as condições mais prevalentes, mas também há números significativos de abuso de álcool e drogas, transtornos alimentares e comportamento suicida.

Além disso, um grande contingente de jovens enfrenta um sofrimento psicossocial significativo que não chega ao nível de um diagnóstico clínico.

Esses e outros dados integram um novo estudo [1] divulgado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) que traçou um panorama da saúde dos adolescentes (entre os 10 e os 19 anos), grupo que abarca cerca de 1,3 bilhão de pessoas em todo o mundo e representa cerca de 1 em cada 6 indivíduos vivos atualmente.

O artigo, que traz uma revisão de diversos trabalhos publicados a partir de 2010, foi publicado no Journal of Adolescent Health e lançado durante uma programação especial da OMS na Cúpula do Futuro das Nações Unidas, em Nova York.

O documento indica avanços e retrocessos em vários domínios, enfatizando as condições desafiadoras enfrentadas pelos adolescentes nos dias atuais, como as mudanças climáticas, o número crescente de conflitos armados no mundo e as consequências da pandemia da covid-19.

A publicação destaca que houve progressos significativos na redução dos contágios de HIV entre os adolescentes. Embora desde 2010 tenha havido queda nas novas infecções pelo vírus em todos os grupos etários, a diminuição entre os jovens com menos de 15 anos foi particularmente acentuada, saindo de 310 mil novas infecções anuais para 130 mil contágios por ano, o que representa uma queda de quase 60%.

Na parcela entre 15 a 19 anos, também houve “reduções notáveis”, segundo os autores, com queda de 22% entre os meninos e de 27% entre as meninas. Ainda assim, o estudo salienta que “as novas infecções entre as meninas permanecem quase 70% maiores do que entre meninos da mesma faixa etária”.

A projeção é de que a diminuição das infecções pelo vírus continue a acontecer na maior parte do mundo nos próximos anos.

Apesar dos avanços no combate ao HIV, outras infecções sexualmente transmissíveis (ISTs) — incluindo sífilis, clamídia, tricomoníase e herpes genital — tiveram alta entre os jovens. Se não tratadas, elas podem ter implicações graves à saúde ao longo da vida.

Nos Estados Unidos, por exemplo, das mais de 20 milhões de novas infecções sexualmente transmissíveis anuais, cerca de metade ocorre entre jovens entre 15 e 24 anos. Atualmente, cerca de 1 em cada 4 adolescentes sexualmente ativos no país tem uma IST, sendo as infecções por clamídia e papilomavírus humano (HPV) as mais comuns.

“Shannon e Klausner [2] sugerem que há várias razões para as taxas mais altas [de IST] entre os adolescentes: a maior probabilidade de terem múltiplos parceiros simultâneos, menor probabilidade de usarem preservativos em comparação com outros grupos etários, maior suscetibilidade biológica devido à imaturidade cervical e menor propensão do que os adultos a utilizar serviços de saúde”, detalha o artigo.

Fonte e artigo completo em: https://portugues.medscape.com/verartigo/6511721#vp_2
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